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O próprio homem deve mudar seus caminhos lucidamente

por Fernando Ós

Eis o que Chico disse à confiável médium Aparecida, fundadora do Hospital do Pênfigo (doença do Fogo Selvagem) em Uberaba, MG, na década de 1980, referindo-se às provações que aguardam a humanidade consumista e materialista implantada pela civilização terrestre. “Os Espiritos me dizem que o clarão virá do Oriente; que muitos milhões morrerão nesse fogo; e que multidões sobreviventes emigrarão para a Amazonia brasileira, formando uma nova nação”. Certa ocasião eu, Fernando Ós, sem saber dessa declaração sua, disse-lhe que o progresso tecnológico armamentista do homem estaria preparando uma terrível provação termonuclear, em âmbito mundial, como fruto conseqüente do insano materialismo no qual os povos se vêem mergulhados. Chico Xavier, todavia, me respondeu com estas palavras: “Mas Deus sempre dará ao homem caminhos que evitem esses males maiores dos abismos, para que haja arrependimento oportuno.”

continua no blog….

http://espiritualidadeciencia.blogspot.com/

FAÇAMOS  LUZ  ESPIRITUAL

Emmanuel

“Não apagueis o espírito”.

I’ Epístola de Paulo de Tarso aos Tessalonicenses 1:19

De modo geral, todos nós, no mecanismo de recapitulações das experiências terrestres, somos reconduzidos a condições difíceis do aprendizado, valorizando a responsabilidade, o livre-arbítrio e a razão, que menosprezamos em outra época. Entretanto, apesar da concessão divina do retorno à luta benéfica, precipitamo-nos em despenhadeiros diversos, à distância do caminho que o Pai nos traçou mobilizando divinos mensageiros de seu amor.

A Proteção Constante

Considerando a constância da Proteção Divina somos obrigados a reconhecer que, antes do próprio Evangelho de Jesus, a Humanidade já recebia continuadas demonstrações de socorro do Alto, através de emissários numerosos da Providência, nos setores da Religião, da Filosofia e da Ciência, que induziam a criatura à necessária elevação espiritual e à iluminação do seu patrimônio de conhecimentos.

Ausência de Equilíbrio

Todavia, não obstante o cuidado incessante do Senhor, não temos sabido manter o equilíbrio indispensável entre as margens do caminho reto. Assoberbam-nos tentações de variados matizes, emergindo da viciação de nós mesmos e compelindo-nos à volta às situações inferiores do pretérito. Persiste em nós, ainda mesmo em se tratando dos desencarnados que se localizam nas zonas fronteiriças da carne, o terrível dualismo da animalidade e da espiritualidade simultâneas. Grande é a batalha! Constitui a síntese de muitos séculos de escolha criminosa e de predileções prejudiciais.

Deficiência da Razão

Apesar disso, nossa razão é sempre vigoroso foco de observação e potencial analítico. Criamos extensa nomenclatura para classificar os erros do próximo, sabemos discernir, com rigor, as regiões nevrálgicas dos vizinhos e tabelar as faltas alheias com ausência, quase absoluta, de senso evangélico, no exame das minudências circunstanciais. Sobram-nos raciocínios contundentes e escasseia-nos sentimento divino para compreender a posição dos que caíram ao longo de penosa iniciação à vida superior, doentes da alma e aflitos do coração. Esquecemo-nos de que os sucessos amargos, determinantes das quedas de outrem, são acontecimentos suscetíveis de ferir igualmente a nós outros, que nos supomos inatingíveis.

Exigências do Caminho

É por isso que toda a cautela se requer na preparação de caminhos por parte dos discípulos modernos. O campo da experiência está exigindo maiores recursos de iluminação para o sentimento. O trabalhador formado para o serviço é valor da vanguarda, conclamando à renovação geral. Muita vez, faz-se preciso abandonar as situações mais reconfortantes e os laços mais estimáveis, a fim de atendermos ao chamamento divino. Para quantos se consagraram às realizações do Mestre, o relógio da evolução oferece horas muito diferentes nos tempos que passam. Urge aperfeiçoar-se o individualismo de cada servidor à luz sublime do Reino de Jesus, ainda mesmo ao preço de sacrifícios pungentes. No cérebro e no coração não ressoam convites ao sentimentalismo doentio, mas ao sentimento edificante, nem apelos à indiferença ou à impassibilidade e sim exortações ao equilíbrio que o Cristo nos legou.

O Preço da Luz

Não recebemos qualquer aquisição sem preço correspondente. Fatos comezinhos da existência material esclarecem-nos vivamente nesse sentido. Por que motivo aguardaríamos vantagens da compreensão sem o trabalho preciso? Não se dependura a virtude no santuário da consciência, como objeto de adorno em tabiques exteriores. Faz-se preciso renovar a mente e purificar o coração. Não adquiriremos patrimônios da imortalidade, guardando acervos de pensamentos do campo mortal. Não nos renovaremos em Cristo, perseverando nas velhas armadilhas de fantasias da esfera transitória. Para elevar a própria vida é imprescindível gastar muitas emoções, aparar inúmeras arestas da personalidade, reajustar conceitos e combater sistematicamente a ilusão.

Vigiemos no Evangelho

Vigiemos, no templo de nós mesmos, de modo a não apagar e nem reduzir a luz do espírito, controlando as nossas intervenções individuais no campo infinito e eterno da vida. Para alcançar semelhante edificação, com a desejável segurança, é impossível afastar-se o aprendiz do Evangelho aplicado ao raciocínio e ao sentimento. Em suas forças vivas, encontramos possibilidades de entendimento com o Cristo, vivendo-lhes os ensinos. Seus padrões de vida eterna desafiam-nos as obras efêmeras, despertando-nos a consciência para a visão de horizontes mais vastos.

Situação Amarga

Enquanto não serenarmos a corrente das paixões que nos caracterizam a individualidade, não alcançaremos o poder indispensável à realização desejada. Seremos ouvintes estacionados no jardim ilusório da admiração apressada; crentes perdidos em nova idolatria de falsos valores, pelo olvido de nossos tesouros ocultos e pelo abandono de nossas ferramentas, da possibilidade pessoal. Seremos pródigos em aconselhar o bem, esquecidos de aplicá-la e simbolizaremos compêndios vivos de exortações aos ouvidos alheios, mantendo-nos, embora, em lamentável necrose espiritual.

Reeducação Espiritual

Fujamos à terrível condição da maioria das inteligências modernas, caracterizadas por raciocínios de anjo aliado a sentimentos de monstro. A desarmonia que se verifica, no quadro evolutivo das mentes encarnadas, repete-se em nosso plano de ação. Nas esferas vizinhas da Crosta Planetária instituem-se incontáveis escolas de preparação destinadas à melhoria dos que se distanciam da experiência física à maneira de ver-me rastejante colado à concha do egoísmo e da vaidade. É necessário reeducar, readaptar e restaurar personalidades que se demoram nas sombras do “eu”, desinteressadas do santuário que lhes pertence no imo do ser.

Muitos de vós, nos centros espíritas cristãos, realizais presentemente serviços que inúmeras almas somente conseguem levar a efeito, em seguida à libertação do corpo que as materializava na Terra. Aprendem dificilmente a arte do desapego, pelas noções de posse egoística que cristalizaram em si próprias e daí a necessidade de volumosas lágrimas para a retificação dos erros da imprevidência. Os discípulos sinceros de Jesus operam atualmente, como trabalho máximo, o despertamento próprio, a própria iluminação. Esse, de fato, o objetivo primordial da doutrina, a melhoria da criatura para o mundo melhor.

O Setor Científico

O setor científico do Espiritismo, em verdade, pode construir notáveis convicções e disseminar flores admiráveis de intelectualidade e filosofia superficial. Mas a simples demonstração científica não realiza as conversões e transubstanciações necessárias à renovação benéfica do homem e do mundo. Não devemos limitar o movimento libertador das consciências que o Espiritismo instituiu no Planeta a mero serviço de informações verbalísticas entre dois planos diferentes de vida. É imprescindível ponderar e raciocinar com a realidade cristã. Podemos incentivar nossas relações com as esferas mais altas, estender a visão psíquica, ampliar expressões fenomênicas, mas se relaxarmos o trabalho de manutenção da luz divina, permitindo que a chama da Divindade se apague, dentro de nós, todo o esforço resultará infrutífero.

Exemplifiquemos com Jesus

Curemo-nos, portanto, da velha paralisia sentimental, exemplificando a humildade e a fraternidade de cuja conceituação e definição temos sido excelentes portadores. Reduzamos a exportação de conselhos fáceis, para atender à obra difícil da nossa própria redenção com o Cristo de Deus.

Instalemos a ponderação no centro de nossos pensamentos e sigamos o Mestre Divino nas múltiplas circunstâncias que nos assinalam a luta.

Sustentando a lâmpada de nossa fé na superior destinação para a qual fomos lançados à torrente da vida eterna, teremos organizado a energia precisa para que a luz do espírito jamais se extinga dentro de nós.

O discípulo deve e pode refletir a vontade do Senhor, executando-lhe as lições, cada dia.

É para esse esforço que os espiritistas do Evangelho são atualmente chamados, no desdobramento do qual recebemos mais elevadas quotas de auxílio das Esferas Superiores. A zona mais alta de suas tarefas apostólicas, na atualidade terrestre, acima do proselitismo apressado e da propaganda fácil, reside no trabalho abençoado de reavivamento da luz espiritual no mundo inteiro, conservando a luz do espírito acesa e brilhante em si próprios.

Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

NOSSA CRUZ

NOSSA CRUZ

Emmanuel

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” - JESUS (MARCOS, 8:34)

Ninguém se queixe inutilmente.

A dor é processo.

A perfeição é fim.

Assim sendo, caminheiros da evolução ou da redenção têm, cada qual, a sua cruz.

Esse almeja, aquele deve.

E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço.

Ninguém conquista algo, sem esforçar-se de algum modo; e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento.

Enquanto a criatura não adquire consciência da própria responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semi-racional, amontoando problemas sobre a própria cabeça.

Entretanto, acordando para a necessidade da paz consigo mesma, descobre de imediato a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento.

Encarnados e desencarnados, jungidos à Terra, vinculam-se todos ao mesmo impositivo de progresso e resgate.

No círculo carnal, a cruz é a dificuldade orgânica, o degrau social,o parente infeliz…

No plano espiritual, é a vergonha do defeito íntimo não vencido, a expiação da culpa,o débito não pago…

Tenhamos, pois, a coragem precisa de seguir o Senhor em nosso anseio de ressurreição e vitória.

Para isso, porém, não nos esqueçamos de que será preciso olvidar o egoísmo enquistante (tornado um quisto) e tomar a nossa cruz.

Livro Palavras de vida eterna. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

HOJE AINDA

HOJE  AINDA

Emmanuel

Reunião pública de 23.1.61

1ª Parte, cap. VII, § 8

Não esperarás pela fortuna, a fim de servir à beneficência.

Muitas vezes, na pesquisa laboriosa do ouro, gastarás o próprio corpo e,m cansaço infrutífero.

*

Cede, hoje ainda, a pequena moeda de que dispões em favor dos necessitados.

O vintém que se transforma no pão do faminto vale mais que o milhão indefinidamente sepultado no cofre.

*

Não reqüestarás a glória acadêmica para colaborar na instrução.

Muitas vezes, na porfia da conquista de lauréis para a inteligência, desajustarás, debalde, a própria cabeça.

Ampara, hoje ainda, o irmão que anseia pelo alfabeto.

Leve explicação que induza alguém a libertar-se da ignorância vale mais que o diploma nobre, guardado inútil.

*

Não exigirás ascensão ao poder humano a fim de proteger as vidas alheiras.

Muitas vezes, na longa procura de autoridade, consumirás, em vão, o ensejo de auxiliar.

*

Acende, hoje ainda, para essa ou aquela criança extraviada, a luz do caminho certo.

Pequeno gesto edificante, que incentiva um menino a buscar o melhor, vale mais que a posição brilhante sem proveito para ninguém.

*

Não solicitarás feriado para socorrer os aflitos.

Muitas vezes, reclamando tempo excessivo para cultivar a fraternidade, perderás, improficuamente, o tesouro dos dias.

*

Estende, hoje ainda, alguma palavra confortadora aos companheiros que a provação envolve em lágrimas.

Uma hora de esclarecimento e esperança no consolo aos que choram vale mais que um século de existência, amarrado à preguiça.

*

Não percas ocasião para o teu heroísmo, nem aguardes santidade compulsória para demonstrações de virtudes.

Comecemos a cultura das boas obras, hoje ainda, onde estivermos, porque toda migalha do bem com quem for e onde for, é crédito acumulado ou começo de progresso na justiça Divina.

Livro “Justiça Divina” – Psicografia Francisco Candido Xavier – Espírito Emmanuel

 

AUTO-LIBERTAÇÃO

AUTO-LIBERTAÇÃO

Emmanuel

… Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.”

Paulo. ( I Timóteo, 6:7. )

Se deseja emancipar a alma das grilhetas escuras do “eu”, começa o teu curso de autolibertação, aprendendo a viver “Como possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”.

Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.

Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.

Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próximo bem.

Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.

Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.

Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem.

Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.

Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas.

Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?

Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.

Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.

Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, “nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele”.

Pelo espírito EMMANUEL Psicografia Francisco Cândido Xavier – Livro Fonte Viva


FELICIDADE

FELICIDADE
André Luiz
Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.
Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.
Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

ANDRÉ LUIZ (Sinal Verde, 26, FCXavier, CEC)
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FELICIDADE
Emmanuel
Sábios existem que asseveram não ser a felicidade deste mundo, mas isso não quer dizer que a felicidade não seja do homem. E sabendo nós outros que há diversos tipos de contentamento na Terra, não podemos ignorar que há um júbilo cristão, do qual não será lícito esquecer em tempo algum.
A alegria da mente ignorante que se mergulhou nos despenhadeiros do crime, reside na execução do mal, ao passo que a satisfação do homem esclarecido, jaz no dever bem desempenhado, no coração enobrecido e na reta consciência.
Não olvidemos que se o Reino do Senhor ainda não é deste mundo,nossa alma pode, desde agora, ingressar nesse Divino Reino e aí encontrar a aventura sem mácula do amor vitorioso sob a inspiração do Celeste Amigo.
A felicidade do discípulo de Jesus brilha em toda parte, introduzindo-nos à Benção Maior.
É a benção de auxiliar.
A construção da simpatia fraterna.
A oportunidade de sofrer pela própria santificação.
O ensejo de aprender para progredir na Eternidade.
A riqueza do trabalho.
A alegria de servir, não só com o dinheiro farto ou com a autoridade respeitável de Terra, mas também com o sorriso de entendimento, com o pão da boa vontade ou com o agasalho ao doente e à criança.
A felicidade, portanto, se ainda não é deste mundo, já pode residir no espírito que realmente a procura na alegria de dar de si mesmo, de sacrificar-se pelo bem comum e de auxiliar a todos, quando Jesus soube, amando e servindo, subir do madeiro sanguinolento aos esplendores da Eterna Ressurreição.

Emmanuel (do livro Servidores no Além , FC Xavier, Espíritos Diversos )
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A TRADUÇÃO DIVINA

A TRADUÇÃO DIVINA

Emmanuel

Todos buscamos a confortadora emoção do contato com Jesus através de exposições variadas da Boa Nova, nas mais diversas línguas…

Sedentos de luz tentamos interpretações novas do Mestre, em novos tons e diferenciados estilos. Estudamos passagens múltiplas de seu apostolado, gastando dias e existências na pesquisa de valores da Revelação. Por vezes, discutimos, acaloradamente, transformando-nos, não raro, em ásperos paladinos da verdade, na ânsia de aproximação do Amigo Divino, consumindo o tempo na experimentação, no exame, na expectativa…

Mas, se na realidade somos os aprendizes de muitos séculos, ouvintes e beneficiários do Sublime Orientador que jamais se enfada de nossas indagações, quase sempre caracterizadas pela imobilidade, famintos de bênçãos a procura de exposições humanas dos ensinamentos do Céu, o Senhor aguarda, igualmente, com justificada sede de compreensão, a tradução divina do seu Evangelho de Amor, em nossas próprias vidas, nas linhas retas de nossas atitudes, nas frases construtivas do nosso sentimento, nos trechos edificantes de nossos testemunhos de fé e nos discursos substanciais de nossas ações de fraternidade e serviço, elevação e regeneração, uns à frente dos outros.

Entre nós, precisamos de letrados e oradores, de artistas intelectuais e de mordomos do verbo para semear a Boa Nova, mas Jesus pede simplesmente irmãos e amigos, companheiros e lidadores, tocados de confiança, simplicidade e dedicação, que lhe expressem no mundo a conceituação dignificante da vida.

Esforcemo-nos para que não estejamos somente aptos a traçar a fraseologia convincente e brilhante, por intermédio da palavra ou do lápis, ensinando a ciência da renovação para a vida superior, que nos constitui elevado dever, mas que nos habilitemos também à divina tradução do Testamento de Luz, convertendo as nossas experiências em páginas vivas de exemplificação santificante e beleza imortal.

Do livro “Taça de Luz”, Emmanuel, Francisco Cândido Xavier
Reunião Pública de 12-6-1950, Centro Espírita Luiz Gonzaga, Pedro Leopoldo, MG

Realização:
Instituto André Luiz


VIBRAÇÕES

VIBRAÇÕES

Emmanuel

 

Entendendo-se o conceito de vibrações, no terreno do espírito, por oscilações ou ondas mentais, importa observar que exteriorizamos constantemente semelhantes energias. Disso decorre a importância das idéias que alimentamos.

Em muitas faces da experiência terrestre nos desgastamos com as nossas próprias reações intempestivas, ante a conduta alheia, agravando obstáculos ou somando problemas.

Se nos situássemos, porém, no lugar de quantos criem dificuldades, estaríamos em novo câmbio de emoções e pensamentos, frustrando descargas de ódio ou violência, angústia ou crueldade que viessem a ocorrer em nossos distritos de ação.

Experimenta a química do amor no laboratório do raciocínio.

Se alguém te fere coloca-te, de imediato, na condição do agressor e reconhecerá para logo que a compaixão deve envolver aquele que se entregou inadvertidamente ao ataque para sofrer em si mesmo a dor do desequilíbrio.

Se alguém te injuria, situa-te na posição daquele que te apedreja o caminho e perceberá sem detença que se faz digno de piedade todo aquele que assim procede, ignorando que corta a própria alma, induzindo-se à dor do arrependimento.

Se te encontras sob o cerco de vibrações conturbadoras, emite de ti mesmo aquelas outras que se mostrem capazes de gerar vida e elevação, otimismo e alegria.

Ninguém susta golpes da ofensa com pancadas de revide, tanto quanto ninguém apaga fogo a jorros de querosene.

Responde a perturbações com a paz.

Ante o assalto das trevas faze luz.

Se alguém te desfecha vibrações contrárias à tua felicidade, endereça a esse alguém a tua silenciosa mensagem de harmonia e de amor com que lhe desejes felicidade maior.

Disse-nos o Senhor: “Batei e abrir-se-vos-á. Pedi e obtereis”.

Este mesmo princípio governa o campo das vibrações.

Insiste no bem e o bem te garantirá.

Do livro Paz e renovação. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


Emmanuel

Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.
Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.
E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.
Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê…

Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.

Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente.
Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.
Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranqulizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.
Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.

Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.
Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

(Do livro “Na Era do Espírito”, Emmanuel, Francisco C. Xavier)


Scheilla

Lembra-te deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes…

Compadece-te daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.

Eles avançam para a vanguarda…

Muitas vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de paz e libertação…
Outros muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar…

Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.

Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando-te a experiência.
Hoje, transferidos de plano, colhem os frutos das espécies que semearam.
Aguça a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.

(Do Livro “Irmãos Unidos”, Scheilla, Francisco Cândido Xavier/Autores Diversos)


A REENCARNAÇÃO

A REENCARNAÇÃO

166. Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se?

“Sofrendo a prova de uma nova existência.”

a) Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito?

“Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.”

b) — A alma passa então por muitas existências corporais?

“Sim, todos contamos muitas existências. Os que dizem o contrário pretendem manter-vos na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse o desejo deles.”

c) Parece resultar desse princípio que a alma, depois de haver deixado um corpo, toma outro, ou, então, que reencarna em novo corpo. É assim que se deve entender?

“Evidentemente.”

167. Qual o fim objetivado com a reencarnação?

“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?”

168. É limitado o número das existências corporais, ou o Espírito reencarna perpetuamente?

“A cada nova existência, o Espírito dá um passo para diante na senda do progresso. Desde que se ache limpo de todas as impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.”

169. É invariável o número das encarnações para todos os Espíritos?

“Não; aquele que caminha depressa, a muitas provas se forra. Todavia, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porquanto o progresso é quase infinito.”

170. O que fica sendo o Espírito depois da sua última encarnação?

“Espírito bem-aventurado; puro Espírito.”

JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

171. Em que se funda o dogma da reencarnação?

“Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniqüidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.”

Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.

Não obraria Deus com eqüidade, nem de acordo com a sua bondade, se condenasse para sempre os que talvez hajam encontrado, oriundos do próprio meio onde foram colocados e alheios à vontade que os animava, obstáculos ao seu melhoramento. Se a sorte do homem se fixasse irrevogavelmente depois da morte, não seria uma única a balança em que Deus pesa as ações de todas as criaturas e não haveria imparcialidade no tratamento que a todas dispensa.

A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam.

O homem, que tem consciência da sua inferioridade, haure consoladora esperança na doutrina da reencarnação. Se crê na justiça de Deus, não pode contar que venha a achar-se, para sempre, em pé de igualdade com os que mais fizeram do que ele. Sustém-no, porém, e lhe reanima a coragem a idéia de que aquela inferioridade não o deserda eternamente do supremo bem e que, mediante novos esforços, dado lhe será conquistá-lo. Quem é que, ao cabo da sua carreira, não deplora haver tão tarde ganho uma experiência de que já não mais pode tirar proveito? Entretanto, essa experiência tardia não fica perdida; o Espírito a utilizará em nova existência.

Extraído do “Livro dos Espíritos” – Allan Kardec

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