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A TRADUÇÃO DIVINA

A TRADUÇÃO DIVINA

Emmanuel

Todos buscamos a confortadora emoção do contato com Jesus através de exposições variadas da Boa Nova, nas mais diversas línguas…

Sedentos de luz tentamos interpretações novas do Mestre, em novos tons e diferenciados estilos. Estudamos passagens múltiplas de seu apostolado, gastando dias e existências na pesquisa de valores da Revelação. Por vezes, discutimos, acaloradamente, transformando-nos, não raro, em ásperos paladinos da verdade, na ânsia de aproximação do Amigo Divino, consumindo o tempo na experimentação, no exame, na expectativa…

Mas, se na realidade somos os aprendizes de muitos séculos, ouvintes e beneficiários do Sublime Orientador que jamais se enfada de nossas indagações, quase sempre caracterizadas pela imobilidade, famintos de bênçãos a procura de exposições humanas dos ensinamentos do Céu, o Senhor aguarda, igualmente, com justificada sede de compreensão, a tradução divina do seu Evangelho de Amor, em nossas próprias vidas, nas linhas retas de nossas atitudes, nas frases construtivas do nosso sentimento, nos trechos edificantes de nossos testemunhos de fé e nos discursos substanciais de nossas ações de fraternidade e serviço, elevação e regeneração, uns à frente dos outros.

Entre nós, precisamos de letrados e oradores, de artistas intelectuais e de mordomos do verbo para semear a Boa Nova, mas Jesus pede simplesmente irmãos e amigos, companheiros e lidadores, tocados de confiança, simplicidade e dedicação, que lhe expressem no mundo a conceituação dignificante da vida.

Esforcemo-nos para que não estejamos somente aptos a traçar a fraseologia convincente e brilhante, por intermédio da palavra ou do lápis, ensinando a ciência da renovação para a vida superior, que nos constitui elevado dever, mas que nos habilitemos também à divina tradução do Testamento de Luz, convertendo as nossas experiências em páginas vivas de exemplificação santificante e beleza imortal.

Do livro “Taça de Luz”, Emmanuel, Francisco Cândido Xavier
Reunião Pública de 12-6-1950, Centro Espírita Luiz Gonzaga, Pedro Leopoldo, MG

Realização:
Instituto André Luiz


VIBRAÇÕES

VIBRAÇÕES

Emmanuel

 

Entendendo-se o conceito de vibrações, no terreno do espírito, por oscilações ou ondas mentais, importa observar que exteriorizamos constantemente semelhantes energias. Disso decorre a importância das idéias que alimentamos.

Em muitas faces da experiência terrestre nos desgastamos com as nossas próprias reações intempestivas, ante a conduta alheia, agravando obstáculos ou somando problemas.

Se nos situássemos, porém, no lugar de quantos criem dificuldades, estaríamos em novo câmbio de emoções e pensamentos, frustrando descargas de ódio ou violência, angústia ou crueldade que viessem a ocorrer em nossos distritos de ação.

Experimenta a química do amor no laboratório do raciocínio.

Se alguém te fere coloca-te, de imediato, na condição do agressor e reconhecerá para logo que a compaixão deve envolver aquele que se entregou inadvertidamente ao ataque para sofrer em si mesmo a dor do desequilíbrio.

Se alguém te injuria, situa-te na posição daquele que te apedreja o caminho e perceberá sem detença que se faz digno de piedade todo aquele que assim procede, ignorando que corta a própria alma, induzindo-se à dor do arrependimento.

Se te encontras sob o cerco de vibrações conturbadoras, emite de ti mesmo aquelas outras que se mostrem capazes de gerar vida e elevação, otimismo e alegria.

Ninguém susta golpes da ofensa com pancadas de revide, tanto quanto ninguém apaga fogo a jorros de querosene.

Responde a perturbações com a paz.

Ante o assalto das trevas faze luz.

Se alguém te desfecha vibrações contrárias à tua felicidade, endereça a esse alguém a tua silenciosa mensagem de harmonia e de amor com que lhe desejes felicidade maior.

Disse-nos o Senhor: “Batei e abrir-se-vos-á. Pedi e obtereis”.

Este mesmo princípio governa o campo das vibrações.

Insiste no bem e o bem te garantirá.

Do livro Paz e renovação. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


Emmanuel

Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.
Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.
E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.
Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê…

Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.

Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente.
Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.
Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranqulizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.
Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.

Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.
Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

(Do livro “Na Era do Espírito”, Emmanuel, Francisco C. Xavier)


Scheilla

Lembra-te deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes…

Compadece-te daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.

Eles avançam para a vanguarda…

Muitas vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de paz e libertação…
Outros muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar…

Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.

Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando-te a experiência.
Hoje, transferidos de plano, colhem os frutos das espécies que semearam.
Aguça a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.

(Do Livro “Irmãos Unidos”, Scheilla, Francisco Cândido Xavier/Autores Diversos)


A REENCARNAÇÃO

A REENCARNAÇÃO

166. Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se?

“Sofrendo a prova de uma nova existência.”

a) Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito?

“Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.”

b) — A alma passa então por muitas existências corporais?

“Sim, todos contamos muitas existências. Os que dizem o contrário pretendem manter-vos na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse o desejo deles.”

c) Parece resultar desse princípio que a alma, depois de haver deixado um corpo, toma outro, ou, então, que reencarna em novo corpo. É assim que se deve entender?

“Evidentemente.”

167. Qual o fim objetivado com a reencarnação?

“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?”

168. É limitado o número das existências corporais, ou o Espírito reencarna perpetuamente?

“A cada nova existência, o Espírito dá um passo para diante na senda do progresso. Desde que se ache limpo de todas as impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.”

169. É invariável o número das encarnações para todos os Espíritos?

“Não; aquele que caminha depressa, a muitas provas se forra. Todavia, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porquanto o progresso é quase infinito.”

170. O que fica sendo o Espírito depois da sua última encarnação?

“Espírito bem-aventurado; puro Espírito.”

JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

171. Em que se funda o dogma da reencarnação?

“Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniqüidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.”

Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.

Não obraria Deus com eqüidade, nem de acordo com a sua bondade, se condenasse para sempre os que talvez hajam encontrado, oriundos do próprio meio onde foram colocados e alheios à vontade que os animava, obstáculos ao seu melhoramento. Se a sorte do homem se fixasse irrevogavelmente depois da morte, não seria uma única a balança em que Deus pesa as ações de todas as criaturas e não haveria imparcialidade no tratamento que a todas dispensa.

A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam.

O homem, que tem consciência da sua inferioridade, haure consoladora esperança na doutrina da reencarnação. Se crê na justiça de Deus, não pode contar que venha a achar-se, para sempre, em pé de igualdade com os que mais fizeram do que ele. Sustém-no, porém, e lhe reanima a coragem a idéia de que aquela inferioridade não o deserda eternamente do supremo bem e que, mediante novos esforços, dado lhe será conquistá-lo. Quem é que, ao cabo da sua carreira, não deplora haver tão tarde ganho uma experiência de que já não mais pode tirar proveito? Entretanto, essa experiência tardia não fica perdida; o Espírito a utilizará em nova existência.

Extraído do “Livro dos Espíritos” – Allan Kardec

LUZ NO LAR

Luz no Lar

Scheilla

Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho.

O Lar é o coração do organismo social.
Em casa, começa nossa missão no mundo.

Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos.
Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos.

Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideais com Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo.

Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, “onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome“, aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre.

SCHEILLA
(Do livro “Luz no Lar”, Francisco Cândido Xavier, edição FEB)
PUBLICADO NO BLOG “ALVORADA ESPIRITUAL”

EM FAVOR DE VOCÊ MESMO
André Luiz

Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.

Ajude sem exigência para que outros o auxiliem sem reclamações.

Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.

Guarde cuidado no modo de exprimir-se; várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.

Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.

Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.

Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.

Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.

Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.

Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.

Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.

Defrontado pelo erro, corrija-o primeiro em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.

Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação; examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.

Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.

Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta humana; sem essas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.

(Do livro “Agenda Cristã”, André Luiz, FCXavier)


COMO SOFRES?

COMO SOFRES?


“Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.” – Pedro. (I PEDRO, 4:16.)

Não basta sofrer simplesmente para ascender à glória espiritual. Indispensável é saber sofrer, extraindo as bênçãos de luz que a dor oferece ao coração sequioso de paz.

Muita gente padece, mas quantas criaturas se complicam, angustiadamente, por não saberem aproveitar as provas retificadoras e santificantes?

Vemos os que recebem a calúnia, transmitindo-a aos vizinhos; os que são atormentados por acusações, arrastando companheiros às perturbações que os assaltam; e os que pretendem eliminar enfermidades reparadoras, com a desesperação.

Quantos corações se transformam em poços envenenados de ódio e amargura, porque pequenos sofrimentos lhes invadiram o circulo pessoal? Não são poucos os que batem à porta da desilusão, da descrença, da desconfiança ou da revolta injustificáveis, em razão de alguns caprichos desatentidos.

Seria útil sofrer com a volúpia de estender o sofrimento aos outros? não será agravar a divida o ato de agressão ao credor, somente porque resolveu ele chamar-nos a contas?

Raros homens aprendem a encontrar o proveito das tribulações. A maioria menospreza a oportunidade de edificação e, sobretudo, agrava os próprios débitos, confundindo o próximo e precipitando companheiros em zonas perturbadas do caminho evolutivo.

Todas as criaturas sofrem no cadinho das experiências necessárias, mas bem poucos espíritos sabem padecer como cristãos, glorificando a Deus.

Emmanuel / Chico Xavier


AUTO-LIBERTAÇÃO

AUTO-LIBERTAÇÃO

Emmanuel


Uma coincidência de notar entre os quase náufragos da aflição e do afogamento:

Os que se debatem nas águas temendo a morte rogam o socorro de quem lhes estenda as mãos;
Os que se encarcerem no desânimo, receando o desequilíbrio, para se livrarem dele precisam estender as mãos aos outros.


*

Geralmente quando nos confessamos abatidos, muitas vezes queixando-nos contra tudo e contra todos, achamo-nos simplesmente encerrados na masmorra do “eu”, que transportamos conosco, à maneira de fardo muito difícil de carregar.
Este é, contudo, o momento para sair de nós, alongando os braços na direção dos outros, para que os outros arrebatem ao poço da angústia.
Abrir o coração ao encontro de alguém a fim de que alguém nos alivie.
Auxiliar para sermos auxiliados.


*

Se te encontras numa ocasião dessas, de espírito ilhado na solidão, recorda que as portas da alma unicamente se abrem de dentro para fora e busca a liberação de si mesmo.

*

Desnecessário será dizer que a gentileza para com os vizinhos, a visita ao doente, o socorro ao necessitado, o serviço-extra, a carta que se dirige ao amigo distante, o amparo à natureza e todos as formas outras de atividade em que se nos expresse a doação de calor humano são veículos ideais para sairmos de nós à procura da própria renovação.

*

Se te encontras assim, no dia cinzento de mal-estar, não é necessário adotes a transposição do desalento à custa de tranqüilizantes inadequados ou ao preço de aventuras que talvez te marginalizassem nos espinheiros da culpa.
Todos possuímos conosco a clínica espiritual de autotratamento com as faculdades da ação e da criatividade ao nosso dispor.

*

Quanto estejas desse modo no recanto da angústia, se experimentas a fadiga sem causa, trabalha mais e, se trabalhando mais sentires a presença do cansaço compreensível e justo, procura o repouso indispensável ao preciso refazimento e recobrarás as próprias forças a fim de trabalhar e servir mais ainda

(Do livro “Doutrina E Aplicação”, Francisco C.  Xavier – Espíritos Diversos)


Postado por Instituto André Luiz no Alvorada Espiritual em 10/14/2009 08:15:00 PM

FORÇAS MENTAIS

FORÇAS MENTAIS

A mente é um dínamo gerador de energia de difícil catalogação, que se expressa automaticamente, conforme o conteúdo emocional de que se reveste. Exteriorização do Espírito, é interpretada pelo cérebro que a transforma em idéia, tornando-a veículo de comunicação e de expressão variada. Força irradiante, seu teor vibratório resulta dos sentimentos daquele que a emite.

Mesmo quando não conduza conscientemente, essa energia mantém sintonia com outras equivalentes, gerando efeitos que correspondem à sua constituição.

Conhecida, de alguma forma, em quase todas as épocas da humanidade, tem sido utilizada de maneiras diferentes, quase sempre alcançando os fins para os quais se aplica.

É o veículo de múltiplas manifestações anímicas, em razão de proceder do Espírito que a emite, qual antena que não cessa de vibrar. Ao mesmo tempo responde pelas diversas ocorrências da telepatia, da telecinesia ou movimentação espontânea de objetos, da combustão natural, sendo um agente poderoso e ignorado que se encontra à disposição da criatura humana, que a não tem sabido orientar corretamente.

Em razão da sutileza das ondas que exterioriza, a mente intervém nas construções do mundo físico e age diretamente sobre todos os corpos, às vezes alterando-lhes a constituição. O mesmo ocorre no que diz respeito ao intercâmbio psíquico, atuando nas faixas semelhantes e operando efeitos que lhe correspondem ao teor vibratório.

O Universo é resultado da Mente divina que não cessa de agir positivamente.

Tudo quanto cerca o ser humano, de certo modo resulta da sua afinidade mental, sendo ele também o co-criador, graças às edificações que opera pela incessante emissão de força psíquica.

Ao mesmo tempo, essa energia é responsável por inúmeros estados de bem e mal-estar, de saúde e de doença, de alento e de desconforto.

…O intercâmbio mental é muito maior do que se pode imaginar. Inconsciente ou de forma lúcida entre os homens e mulheres; direcionado aos animais e plantas; entre os Espíritos, alguns dos quais o manipulam com propriedade; destes para com os outros demais seres humanos, assim também com a Fonte da Vida.

…Transtornos emocionais e de conduta, amolentamento e irascibilidade, tensão e angústia procedem, muitas vezes, da irradiação negativa de mentes em desequilíbrio vibrando intensamente contra aqueles que as sofrem.

…Alegria, idealismo, realização dignificante, são gerados e mantidos pela mente em sintonia com a ordem universal, vitalizando quem a emite.

…Envolve-te no pensamento do bem e ora sempre, a fim de que as tuas sejam forças mentais enobrecidas.

A oração proporciona sintonia com as irradiações superiores da Mente divina, na qual mergulharás, beneficiando-te com elas.

Se te manténs inadvertido a respeito do intercâmbio psíquico e não vigias, sofrerás o efeito daninho de muitas mentes que te buscam, roubando-te vitalidade ou impondo-te suas cargas nem sempre saudáveis, que te submeterão.

Estás sempre em sintonia, queiras ou não, com as forças mentais que se movimentam no mundo. Conforme a tua identificação emocional, externarás vibrações que se vincularão a outras de igual teor vibratório.

Não te descuides do que pensas, do que aspiras, do que falas e de como ages. Da mente procedem todos esses passos e se não a tens disciplinada, habituada aos bons direcionamentos, sofrerás as correspondências da reciprocidade.

…És tu quem eleges a região psíquica para viver e pela qual te conduzirás na busca da realização interior.

Muitas vezes enfrentarás campos psíquicos minados por cargas viciadas e perigosas, imantadas por seres espirituais perversos e doentios que se utilizam de outras pessoas para te alcançar e prejudicar.

Somente poderás conduzir-te nessas batalhas com os recursos morais que provém das tuas energias psíquicas. Como não temem outros recursos, será através das tuas vigorosas emissões vibratórias que a eles escaparás.

Assim, robustece-te no autoconhecimento, aprofundando a tua capacidade de bem pensar para melhor agir, adquirindo controle e direção segura para a tua existência terrena.

O teu pensamento é fonte viva que não podes descurar.

As tuas forças mentais devem ser cuidadas, ampliadas, aplicadas na elaboração de novas condutas para ti e para o mundo sob a inspiração de Jesus-Cristo, cuja existência na Terra foi sempre vivida em perfeita sintonia com Deus, de Quem hauria forças para o desempenho do ministério a que se entregou, e para manter o poder sobre as Entidades do mal, carregadas de energia destrutiva, que Ele muitas vezes enfrentou.

DIAS GLORIOSOS – Capítulo 2 – Forças Mentais

Joanna D’Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco


POBRE DE ESPIRITO

Pobre de espírito

Em certa passagem do Evangelho, Jesus afirma:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino dos céus”.

Esta afirmativa evangélica costuma ser mal compreendida.

Imagina-se que pobre de espírito é o simplório ou ignorante.

Assim, o melhor modo de garantir o céu seria permanecer na ignorância.

O desenvolvimento intelectual poderia trazer prejuízo para a redenção espiritual.

O candidato à felicidade futura faria bem em continuar tosco e iletrado.

Contudo, essa linha de raciocínio conflita com o conjunto dos ensinamentos do Cristo.

Muitas outras passagens elucidam a importância de colaborar na construção de um mundo melhor.

Quanto mais recursos um homem movimenta, mais apto ele se encontra para influenciar positivamente a sociedade.

O cristão deve ser o sal da Terra e a luz do Mundo.

Isso é impossível em estado de ignorância!

Para iluminar é necessário não estar nas trevas da falta de conhecimento.

A parábola dos talentos também evidencia a importância de utilizar e multiplicar os próprios tesouros na obra do Senhor.

Evidentemente, tais talentos não se cingem a recursos amoedados.

A inteligência, a palavra bem-posta e a educação são meios preciosos para influenciar positivamente a vida dos semelhantes.

Nenhum talento deve ser desperdiçado, pois todos representam bênçãos Divinas em favor da Humanidade.

O homem inteligente tem a missão de esclarecer e conduzir os irmãos de caminhada por veredas de paz e bem-estar.

Não é viável que um cego conduza o outro.

Conseqüentemente, a ignorância não constitui um estado ideal e meritório.

Toda ignorância deve ser esclarecida.

Toda inteligência precisa ser cultivada.

Desse modo, o termo “pobre de espírito” não se refere a alguém tosco ou iletrado.

No contexto dos ensinamentos evangélicos, “pobre de espírito” possui o sentido de pessoa humilde.

A humildade é apontada como condição para acesso às coisas superiores.

Essa conclusão encontra respaldo em outra passagem evangélica.

Nela, o Cristo afirma que certos mistérios são ocultos aos doutos, mas revelados aos simples.

Por vezes o saber mundano gera em seus possuidores uma idéia errônea de superioridade.

Encantados com seus recursos, imaginam que nada se lhes possa estar acima.

Vaidosamente, negam a existência da Divindade, que tudo lhes propicia.

Ocorre que o conhecimento humano é assaz limitado.

O Universo é demasiado amplo e magnífico para ser totalmente explicado pelo pouco que a Humanidade já logrou apreender.

Há preciosas lições a serem aprendidas, mas elas exigem humildade.

É preciso não se deslumbrar com as próprias conquistas intelectuais.

Agradecer por elas à fonte maior, mas lembrar que o Universo é infinito.

Jamais alimentar qualquer ilusão de superioridade.

Tenha sempre em mente que você pode estar errado.

E que os outros sempre podem lhe ensinar algo.

Essa postura lhe permitirá permanecer modesto, à medida que evolui e aprende.

A humildade lhe possibilitará agir com compaixão, pois o fará perceber o próximo como um igual.

Assim, você não apenas terá conhecimentos, mas será um genuíno sábio.

Inteligente e bondoso, será um fator de luz e paz na vida dos semelhantes.

Percebendo-se útil, você se sentirá em harmonia com o Universo, pois estará realizando a sua missão na Terra.

A paz daí advinda será o começo do céu na sua vida.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.

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